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Volkswagen Virtus e Chevrolet Cobalt se enfrentam nas versões de entrada com câmbio manual

Volkswagen Virtus e Chevrolet Cobalt se enfrentam nas versões de entrada com câmbio manual
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É praticamente impossível não lembrar do Chevrolet Cobalt quando pensamos em carros com espaço interno generoso. Referência do segmento de sedãs intermediários (nem compacto, nem médio) nos últimos seis anos, ele acaba de ganhar um concorrente com atributos para disputar a liderança da categoria: o Volkswagen Virtus. O novato foi tão bem recebido pelo público a ponto de superar o Cobalt na contagem parcial de emplacamentos dos três primeiros meses do ano (4.600 unidades contra 3.812, respectivamente).

Neste confronto, comparamos as versões de entrada, equipadas com transmissão manual (seis marchas no Cobalt e cinco velocidades no Virtus). Apesar da diferença de idade dos projetos, já adiantamos que a disputa entre os sedãs foi bastante acirrada.














Lançado em 2011, o Cobalt foi desenvolvido a partir da plataforma GSV (a mesma do Opel Corsa europeu de quarta geração) para mercados emergentes. Todas as versões do Chevrolet são equipadas com o longevo motor 1.8 de 8 válvulas, que rende 106/111 cv de potência (gasolina/etanol). A versão testada tem preço inicial de R$ 66.590.

Já o Virtus fez a sua estreia mundial no Brasil em janeiro como a variante três-volumes do novo Polo – embora tenha o entre-eixos alongado em 8,6 centímetros. Custando a partir de R$ 59.990, o Virtus MSI pode chegar aos R$ 62.940 com os opcionais e a pintura sólida vermelho Tornado (R$ 450) do carro testado. O modelo é equipado com o motor 1.6 de 16 válvulas de 110/117 cv (gasolina/etanol).

Cobalt e Virtus são equipados de série com direção elétrica, ar-condicionado, vidros e travas com acionamento elétrico nas quatro portas, computador de bordo, chave canivete com comando remoto e abertura do porta-malas, banco do motorista com regulagem de altura, desembaçador do vidro traseiro, além dos obrigatórios airbags frontais e freios com ABS e EBD.

Na parte de segurança, ambos trazem dois pontos Isofix de ancoragem de cadeirinhas infantis no banco traseiro, mas apenas o Virtus possui cinto de segurança de três pontos e apoio de cabeça para o passageiro que viaja no meio. O Volkswagen conta ainda com airbags laterais de série e pode receber o assistente de partida em rampa e os controles de estabilidade e tração nos pacotes de opcionais.

Em termos de conforto e conveniência, o Cobalt leva vantagem ao trazer itens indisponíveis no rival, como coluna de direção com ajuste de altura, piloto automático, alerta de pressão dos pneus, regulagem elétrica dos retrovisores, faróis de neblina e a central multimídia MyLink com tela tátil de 7”, espelhamento de smartphones, Bluetooth e câmera de ré – além do sistema de concierge e monitoramento OnStar.

O Virtus pode receber o sistema Composition Touch, com menos recursos que o MyLink da Chevrolet, no pacote Connect Pack (R$ 2.950). Junto com o equipamento são adicionados itens que já vêm de série no Cobalt, como rodas de liga leve de 15”, sensores de estacionamento traseiros e volante multifuncional – além dos já citados recursos de segurança.

Os únicos opcionais do Cobalt são as pinturas metálicas (R$ 1.400) e a transmissão automática de seis marchas (R$ 1.580). No Virtus, as cores sólidas vermelho Tornado e branco Cristal saem por R$ 450 cada, enquanto as tonalidades metálicas custam R$ 1.450.

Apesar do entre-eixos 3 centímetros maior, o espaço interno do Virtus é praticamente idêntico ao do Cobalt. Enquanto no Volks os passageiros do banco traseiro encontram um pouco mais de folga para as pernas, no Chevrolet os espaços lateral e para as cabeças dos ocupantes são ligeiramente mais amplos.

O Virtus manteve a boa ergonomia do Polo, com boa amplitude da regulagem dos bancos dianteiros e comandos melhor posicionados que o do rival, porém, peca ao não disponibilizar a regulagem da coluna de direção na versão de entrada. O Cobalt tem posição de dirigir mais alta e bancos dianteiros com apoios menores. Ainda assim é um carro que proporciona bom nível de conforto mesmo durante horas ao volante.

O Cobalt ainda leva vantagem na hora de guardar as bagagens. Os 563 litros de capacidade do seu porta-malas superam os 521 litros do compartimento do Virtus (este bem que poderia ter iluminação para facilitar a acomodação de objetos em locais escuros).

O acabamento de ambos é predominado por plástico rígido e poucos detalhes de requinte. O Cobalt até conta com maçanetas cromadas e apliques em preto brilhante na tentativa de parecer mais sofisticado. O Virtus, entretanto, decepciona pela simplicidade dos materiais para um carro que almeja liderar a categoria.

Ao volante, o Virtus é realmente mais agradável que o Cobalt por conta da direção e câmbio mais precisos. Mas o destaque são as suspensões, com calibração diferente do conjunto do Polo e acerto que concilia muito bem o conforto em pisos esburacados sem prejudicar a estabilidade do carro em curvas e velocidades mais altas. Já o Cobalt é um sedã mais macio, que prioriza mesmo o conforto numa tocada mais tranquila.

Nos testes de pista feitos pelo Instituto Mauá de Tecnologia, os dois sedãs andaram bem próximos nas provas de aceleração e retomadas. Na prática, o Cobalt tem desempenho mais linear pelo fato de o motor entregar o maior torque abaixo das 3.000 rpm. A impressão é de o propulsor trabalhar sempre cheio nas condições cotidianas. Já o Virtus exige acelerações mais vigorosas e frequentes reduções de marcha para manter o fôlego. O motor 1.6 do Volkswagen, no entanto, se revela mais elástico nas situações que exigem mais força, como retomadas e ultrapassagens.

Apesar do porte, Cobalt e Virtus foram bem nas medições de consumo, com vantagem para o GM com etanol e do Volks com gasolina. Embora seja uma versão aperfeiçoada de um motor utilizado por aqui desde os anos 1980, o propulsor do Cobalt provou que a engenharia da GM tirou leite de pedra com as melhorias promovidas nos últimos anos.

Manutenção
A Volkswagen oferece o pacote de revisões até 60.000 quilômetros (anuais ou a cada 10.000 km) do Virtus 1.6 MSI por R$ 2.852 no ato da compra do carro. As mesmas manutenções periódicas do Cobalt, somadas, saem por R$ 3.068.

Seguro
No perfil simulado para o uso particular de um homem de 35 anos, casado, sem filhos, morador da zona sul de São Paulo (SP), com garagem fechada em casa e no trabalho, a apólice do Cobalt teve preço médio de R$ 3.225,88 (franquia média de R$ 3.248,67). No caso do Virtus, o valor médio foi de R$ 3.153 (franquia média de R$ 1.590).

As apólices de seguro cotadas pela Carsale Corretora (11 3019-2900) cobrem os veículos em 100% do valor da tabela Fipe, com indenizações de R$ 100 mil a danos materiais e corporais, além de carro reserva por sete dias. Vale lembrar que os preços podem variar, para mais ou para menos, de acordo com o perfil, local de moradia e tipo de uso do proprietário do veículo.

Conclusão
Tanto o Cobalt quanto o Virtus atendem muito bem uma família pequena. São espaçosos, confortáveis e eficientes. O Virtus vence o comparativo por uma pequena margem por conter mais recursos de segurança, fundamentais em um carro com proposta familiar, mesmo custando menos que o rival. O Cobalt é um produto que merece respeito, pois mesmo sendo um projeto há mais tempo no mercado, pode desbancar um rival mais moderno se receber acertos pontuais.

Teste Carsale-Mauá

 
Cobalt LTZ 1.8
Virtus 1.6 MSI
Consumo cidade 9,7 km/l (e)
12,9 km/l (g)
9,1 km/l (e)
12,8 km/l (g)
Consumo estrada 15,5 km/l (e)
18 km/l (g)
13,9 km/l (e)
19,3 km/l (g)
0 a 60 km/h 4,88 segundos (e)
5,43 segundos (g)
4,91 segundos (e)
5,24 segundos (g)
0 a 100 km/h 11,12 segundos (e)
12,78 segundos (g)
11,34 segundos (e)
12,18 segundos (g)
0 a 120 km/h 15,17 segundos (e)
17,70 segundos (g)
15,66 segundos (e)
16,86 segundos (g)
Retomada 40 a 100 km/h 10,06 segundos (e)
11,05 segundos (g)
11,23 segundos (e)
12,13 segundos (g)
Retomada 80 a 120 km/h 9,96 segundos (e)
11,40 segundos (g)
12,30 segundos (e)
13,22 segundos (g)
Aceleração em 400 metros 17,62 segundos – 128,72 km/h (e)
18,48 segundos – 122,56 km/h (g)
17,79 segundos – 127,03 km/h (e)
18,23 segundos – 124,84 km/h (g)
Aceleração em 1000 metros 32,40 segundos – 163,06 km/h (e)
34,04 segundos – 155,09 km/h (g)
32,64 segundos – 162,05 km/h (e)
33 segundos – 157,86 km/h (g)
Frenagem 100 a 0 km/h 50,9 metros 50,1 metros

Ficha técnica

 
Cobalt LTZ 1.8
Virtus 1.6 MSI
Carroceria Monobloco em aço, quatro portas, cinco lugares Monobloco em aço, quatro portas, cinco lugares
Motor Dianteiro, transversal, injeção multiponto, comando de válvulas simples no cabeçote acionado por correia dentada, a gasolina e/ou etanol Dianteiro, transversal, injeção multiponto, duplo comando de válvulas no cabeçote variável na admissão acionado por correia dentada, a gasolina e/ou etanol
Número de cilindros 4 em linha 4 em linha
Número de válvulas 8 (duas por cilindro) 16 (quatro por cilindro)
Taxa de compressão 12,3:1 11,5:1
Cilindrada 1.796 cm³ 1.598 cm³
Potência (gasolina/etanol) 106/111 cv a 5.200 rpm 110/117 cv a 5.750 rpm
Torque (gasolina/etanol) 16,8/17,7 kgfm a 2.600 rpm 15,8/16,5 kgfm a 4.000 rpm
Transmissão Manual de seis marchas Manual de cinco marchas
Tração Dianteira Dianteira
Direção Elétrica Elétrica
Suspensão dianteira Independente McPherson Independente McPherson
Suspensão traseira Eixo de torção Eixo de torção
Pneus e rodas 195/65 R15, liga leve de 15″ 195/65 R15, aço de 15″
Freios dianteiros Discos ventilados com ABS e EBD Discos ventilados com ABS e EBD
Freios traseiros Tambores com ABS e EBD Tambores com ABS e EBD
Tanque de combustível 54 litros 52 litros
Volume do porta-malas 563 litros 521 litros
Altura 1,50 m 1,47 m
Comprimento 4,48 m 4,48 m
Largura 1,73 m 1,75 m
Entre-eixos 2,62 m 2,65 m
Peso em ordem de marcha 1.104 kg 1.134 kg

Fotos: Divulgação e Guilherme Silva


Créditos: CarSale

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