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Será que a indústria da multa existe mesmo?

Será que a indústria da multa existe mesmo?
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Radar: muitas punições estão ligadas à imprudência do condutor

O número de multas de trânsito aplicadas a cada trimestre, semestre ou ano não para de crescer. Nessas horas, o termo “Indústria da Multa” ganha popularidade como uma crítica às excessivas punições às infrações de trânsito.

O principal argumento é de que as multas servem mais como uma forma de arrecadação para os órgãos de fiscalização do que para educar o motorista. Moro em Salvador, uma capital com tráfego intenso e em que a Transalvador (Superintendência Municipal de Trânsito) é uma das divisões mais impopulares da prefeitura. Mas será que a Indústria da Multa existe ou o motorista brasileiro é imprudente?

No dia a dia, é comum ver carros parados em cima da faixa de pedestre ou em esquinas, também não é difícil veículos circulando com a lanterna quebrada, alguém falando no celular e até pessoas usando o smartphone para assistir o jornal ou a novela enquanto dirige.  Eu mesma vi todos esses exemplos em um único fim de semana, antes de decidir o tema da coluna. O motorista sabe que corre o risco de ser multado, mas conta com a sorte e acaba chateado quando a conta chega. Todos nós já passamos por isso.

Advertências, campanhas educativas e outras formas de prevenir infrações, sem dúvida, são menos rentáveis do que punições financeiras. Também é certo que a administração pública, em geral, deixa a desejar na qualidade das vias brasileiras e na sinalização. No entanto, é preciso avaliar o outro lado: as infrações mais comuns no Brasil são graves ou gravíssimas, justamente as mais relacionadas à imprudência do condutor.

A infração mais comum no Brasil, segundo o Renainf (Registro Nacional de Infrações de Trânsito), é o excesso de velocidade. Dependendo da porcentagem acima do limite da via, pode ser considerada de média a gravíssima. O excesso de velocidade é também uma das maiores causas de acidentes fatais no trânsito, de acordo com dados do Atlas da Acidentalidade no Transporte Brasileiro.

Outra multa gravíssima no topo das infrações mais comuns no Brasil é ultrapassar o sinal vermelho, a primeira regra de trânsito que aprendemos, não é mesmo? Não utilizar o cinto de segurança, usar o celular enquanto dirige e estacionar em local proibido também estão lista. Portanto, será que existe mesmo uma “Indústria da Multa”?

A realidade é que o país une dois elementos que não podem dar certo: infraestrutura viárias em péssimas condições e condutores imprudentes. Esse é a principal razão dos números de multas cada vez maiores nos balanços anuais.

[canal]OPINIÃO[/canal]
[linhafina]Punições educativas são bem menos rentáveis do que punições financeiras[/linhafina]
[chapeu]ELA E OS CARROS[/chapeu]
[credito]Colunista do Carpress[/credito]
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