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Primeiras impressões: Volkswagen T-Cross Highline é praticamente um Golf com suspensão elevada

Primeiras impressões: Volkswagen T-Cross Highline é praticamente um Golf com suspensão elevada
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Antes tarde do que nunca. A Volkswagen finalmente entra no segmento mais concorrido nos últimos anos no Brasil com o SUV compacto T-Cross. Baseado na plataforma do sedã Virtus, o modelo chega às concessionárias em abril apostando em motorizações turbo e tecnologias inexistentes na concorrência para brigar com os líderes da categoria, Hyundai Creta, Honda HR-V, Jeep Renegade e Nissan Kicks.



























Nosso primeiro contato com o T-Cross foi ao volante da versão topo de linha Highline 250 TSI no teste-drive de cerca de 200 quilômetros entre a fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais (PR), onde o SUV é produzido, e Balneário Camboriú (SC).

Em sua configuração mais completa, o T-Cross se destaca pelo bom desempenho do motor 1.4 turbo de 150 cv de potência, que entrega a plenitude dos 25,5 kgfm de torque abaixo das 2.000 rotações por minuto, proporcionando arrancadas vigorosas e retomadas ágeis sem exigir constantes reduções de marcha do câmbio automático de seis velocidades para embalar os seus quase 1.300 kg.

Comparando com o desempenho dos principais concorrentes, o T-Cross certamente anda com folga na frente dos rivais citados acima. Nessa primeira avaliação, a impressão que tivemos é que ele só perde, por pouco, para o Citroën C4 Cactus THP, mais leve e potente (1.6 turbo de 173 cv). Deixaremos para tirar a prova assim que a Volks disponibilizar o SUV para os nossos testes instrumentados em parceria com o Instituto Mauá de Tecnologia.

De acordo com os dados de fábrica, o T-Cross Highline 250 TSI precisa de 8,7 segundos para atingir os 100 km/h chega aos 198 km/h de velocidade máxima. O Golf Highline equipado com este conjunto mecânico leva o mesmo tempo para chegar aos 100 km/h, mas atinge os 203 km/h de velocidade final.


O sedã Virtus e o SUV T-Cross têm os mesmos 2,65 m de distância entre-eixos

Já o consumo divulgado são as médias aferidas nos testes laboratoriais do Inmetro. Nesta versão, o SUV atingiu as marcas de 7,7 km/l na cidade e 9,3 km/l na estrada com etanol. Abastecido com gasolina, os números são de 11 km/l em percurso urbano e 13,2 km/l em trecho rodoviário.

Ao volante do T-Cross, podemos defini-lo quase como um Golf altinho e com posição de dirigir elevada, embora a suspensão um tanto macia para um Vokswagen remeta mais ao novo Jetta por favorecer o conforto. Mesmo não tendo a dinâmica refinada do hatch, o SUV não deixa de ser um carro bem postado ao solo e que transmite segurança nas curvas e mudanças de direção em velocidades mais altas.

Em termos gerais, o T-Cross mostra que a Volkswagen se preocupou em criar um carro com o nível de qualidade construtiva esperado pelo consumidor disposto a assinar um cheque de R$ 110 mil, sem considerar opcionais e pintura. Entretanto, o acabamento interno poderia seguir o exemplo de alguns concorrentes, que mesclam materiais macios ao toque com o plástico rígido predominante na cabine do T-Cross. No carro testado, o painel digital configurável, a central multimídia com tela de oito polegadas e os bancos forrados com couro sintético conferem um ar mais sofisticado ao ambiente.

O SUV acomoda bem quatro adultos de mais de 1,80 m de altura – um terceiro ocupante traseiro ficaria um pouco desconfortável após algumas horas de viagem. Quem viaja atrás ainda conta com saída de ar-condicionado e duas portas USB para a conexão de smartphones. O espaço da cabine é bem semelhante ao encontrado nos concorrentes, apesar de o teto solar panorâmico, vendido entre os opcionais, reforçar a sensação de amplitude quando aberto.

Já o porta-malas fica na média da categoria, perdendo em volume para os bagageiros do Creta (431 litros), HR-V (437 litros) e Kicks (432 litros). Para tentar compensar, o T-Cross possui um sistema que o amplia a capacidade para 420 litros ao deixar o encosto do banco traseiro mais vertical, comprometendo o conforto dos ocupantes para levar mais 47 litros de bagagem.

Porta-malas acomoda de 373 a 420 litros

Com preço de etiqueta de R$ 109.990, o T-Cross avaliado chega a custar mais de R$ 125 mil com a inclusão dos pacotes opcionais e da pintura metálica (veja abaixo os preços e equipamentos de todas as versões). Embora seja um carro com credenciais para assumir a liderança da categoria, o valor da versão topo de linha com os itens que a torna mais interessante acaba invadindo a faixa de preços de modelos do andar de cima (Jeep Compass e Kia Sportage, por exemplo).

Confira abaixo os preços e principais equipamentos de série das versões:

– T-Cross 200 TSI (R$ 84.990): traz de série a motorização 1.0 TSI e câmbio manual de seis marchas, seis airbags, ar-condicionado, assistente de partida em rampas, banco do motorista com ajuste de altura, bancos de tecido, coluna de direção com ajuste de altura e profundidade, direção elétrica, computador de bordo, controle de estabilidade e tração, bloqueio eletrônico do diferencial, desembaçador e limpador traseiro, espelhos laterais com ajuste elétrico e setas integradas, faróis de neblina com cornering light, sistema Isofix, lanternas traseiras em LED, iluminação diurna em LED, rodas de liga leve de 16 polegadas com pneus 205/60 de baixa resistência a rolagem, rack de teto, sensor crepuscular, sensor de estacionamento traseiro, alarme anti-furto com comando remoto, sistema de som Media Plus com conexão Bluetooth e entrada USB, suporte para smartphone com entrada USB, vidros elétricos com função one-touch e volante multifuncional. Opcionais: Pacote Interactive I (R$ 1.750, vem com central Composition Touch com tela de 6,5″, câmera de ré, dois alto-falantes extras e sensores dianteiros de estacionamento).

– T-Cross 200 TSI automático (R$ 94.490): adiciona transmissão automática Tiptronic de seis marchas, piloto automático e central multimídia Composition Touch com tela de 6,5 polegadas. Opcionais: Pacote Interactive I (R$ 1.750); Pacote Interactive II (R$ 1.590, adiciona câmera de ré, sensores dianteiros de estacionamento e retrovisores externos eletricamente rebatíveis).

– T-Cross Comfortline 200 TSI automático (R$ 99.990): em relação à configuração anterior, ganha ar-condicionado digital, banco do motorista com ajuste da lombar, câmera de ré, rodas de liga leve de 17 polegadas e pneus 205/55, porta-malas com sistema de ajuste variável de espaço, sistema de frenagem automática pós-colisão, sensor de estacionamento traseiro e dianteiro, e volante multifuncional revestido em couro com borboletas para trocas manuais de marchas. Opcionais: Pacote Exclusive and Interative (R$ 3.950, central Discover Media, luzes internas ambientes, seletor de modos de condução, retrovisores com rebatimento elétrico, chave presencial e quatro tapetes adicionais); Pacote Design View (R$ 1.950, faixas internas bicolores e bancos de couro); Sky View II (teto solar elétrico, retrovisor interno eletrocrômico e limpador de para-brisas com temporizador); Pacote Premium (R$ 6.050, sistema de som premium Beats, Park Assist 3.0).

-T-Cross Highline 250 TSI automático (R$ 109.990): soma à lista anterior a motorização 1.4 TSI, iluminação ambiente em LED, sistema start-stop, bancos revestidos em couro e detector de fadiga do motorista. Opcionais: Pacote Innovation (por R$ 4 mil extras adiciona painel digital Active Info Display, central multimídia Discover Media com tela de 8″, seletor de modos de condução); Pacote Tech and Beats (R$ 6.050, sistema de som premium Beats, Park Assist 3.0) e teto solar (R$ 4.800).

Garantia e manutenção
A Volkswagen dá garantia de três anos para o carro inteiro e seis anos contra perfuração da chapa por corrosão. As revisões são programadas para cada 10.000 km ou um ano, o que ocorrer primeiro. A marca oferece as três primeiras revisões sem custo ao cliente.

Viagem e teste-drive a convite da Volkswagen
Fotos: Divulgação e Guilherme Silva

Ficha técnica
 
Carroceria Monobloco em aço, cinco portas, cinco lugares
Motor Dianteiro, transversal, turbocompressor, injeção direta de combustível, duplo comando variável de válvulas na admissão e escape acionado por correia dentada, a gasolina e/ou etanol
Número de cilindros 4 em linha
Número de válvulas 16
Taxa de compressão 10:1
Cilindrada 1.395 cm³
Potência 150 cv a 5.000 rpm
Torque 25,5 kgfm entre 1.500 e 4.000 rpm
Transmissão Automática de seis marchas
Tração Dianteira
Direção Elétrica
Suspensão dianteira Independente McPherson com molas helicoidais
Suspensão traseira Eixo rígido com molas helicoidais
Pneus e rodas 205/55 R17, liga leve 17″
Freios dianteiros Discos ventilados com ABS e EBD
Freios traseiros Discos sólidos com ABS e EBD
Tanque de combustível 52 litros
Volume do porta-malas 373/420 litros
Altura 1,57 m
Comprimento 4,20 m
Largura 1,76 m (sem espelhos)
Entre-eixos 2,65 m
Peso em ordem de marcha 1.292 kg
0 a 100 km/h 8,7 segundos
Velocidade máxima 198 km/h



Créditos: CarSale

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