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Onix Premier, o “hatch de entrada” com equipamentos de carros superiores

Onix Premier, o “hatch de entrada” com equipamentos de carros superiores
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Onix Premier, hatch de entrada da Chevrolet

Há alguns anos, “carro de entrada completo” era sinônimo de ar-condicionado, direção hidráulica e vidros elétricos. Com o passar do tempo, esses itens passaram a ser pré-requisito na compra da maioria dos modelos e a direção desejada passou a ser elétrica. A chegada das novas gerações do Chevrolet Onix e do Hyundai HB20, no ano passado, revolucionou o conceito de “carro de entrada completo”. Avaliei o Onix Premier, que até estaciona sozinho, mas custa até R$ 81.890.

 Antes de começar a falar sobre a versão topo, é bom informar que o Onix tem duas opções de motor: 1.0 (de 82 cv) e o 1.0 turbo (116 cv). A versão de entrada parte de R$ 56.290, e a opção mais barata com motor turbo custa R$ 63.890.

Todas as versões deram um grande salto em relação à geração anterior, fato que fez o Onix permanecer como o carro mais vendido do Brasil, posto que ocupa há cinco anos. O primeiro deles, não é preciso nem falar, é o design. Além disso, o carro ganhou sofisticação como um todo, com acabamento superior e bons encaixes. O modelo também inova sendo o primeiro veículo do segmento com opção de wi-fi a bordo. Todas as opções são equipadas com seis airbags. No entanto, ainda é possível optar pelo Onix Joy, que tem a plataforma da geração anterior e motor 1.0 de 80 cv, e sai por R$ 55.990.

Voltando à opção mais completa: a versão Premier tem o melhor conjunto mecânico do Onix, mas ela não é a única. O motor 1.0 turbo de três cilindros rende 116 cv de potência e até 16,8 kgfm a 2.000 rpm. Ele funciona em conjunto com a transmissão automática de seis marchas.

O resultado desse conjunto agradou bastante: o carro é ágil e têm excelente fôlego em arrancadas e retomadas. Sendo efetivo tanto na estrada, quanto na cidade. Esse é um mérito das motorizações turbo: performance maior e baixo consumo. Um ponto negativo é a vibração causada pelo motor tricilíndrico, que pode incomodar principalmente quando o carro está parado no engarrafamento ou em semáforos.

Falando em consumo, segundo o Inmetro, ele é capaz de percorrer 8,3 km/l na cidade com etanol e 10,7 km/l na estrada. Com gasolina, chega a fazer 11,9 km/l na cidade e 15,1 km/l na estrada. Em nosso trajeto majoritariamente urbano, percorremos 12,2 quilômetros com um litros de gasolina. Um desempenho ótimo!

Recheio

A versão Premier do Onix tem equipamentos que o torna concorrente de hatches médios, como o Volkswagen Polo. Ele sai de fábrica com carregador por indução, wi-fi a bordo, faróis do tipo projetor, luz diurna e lanternas de leds, rodas de liga leve de 16 polegadas, controle de velocidade de cruzeiro, chave presencial e função que liga e desliga o carro remotamente.

Tudo isso por R$ 77.090. Com mais R$ 3.200, ele vem com os “super equipamentos” de carros de categorias bem superiores, como ar-condicionado digital, alerta de ponto cego, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro e sistema de baliza automática. Com a pintura metálica (R$ 1.600), o carro sai por R$ 81.890.

Você não quer pagar tão pagar mais de R$ 80 mil em um hatch “de entrada”? Então são duas opções: passar para a categoria acima, ou até mesmo escolher um SUV, ou abrir mão de alguns itens. A versão anterior, a LTZ, parte de  R$ 67.390 e possui carregamento de celular por indução, câmera de ré, wi-fi, chave presencial e acendimento automático dos faróis.

Outra opção com o mesmo conjunto-motriz é a versão LT, partindo de R$ 64.790. Além dos itens mais básicos, vem com estacionamento traseiro, retrovisor elétrico, rodas de liga leve de 15 polegadas, direção com ajuste de altura e de profundidade, a cobiçada Central Multimídia MyLink (disponível desde a LT 1.0 aspirado), wi-fi, entre outros.

Poderia melhorar

Um fator incomoda no Onix: a simplicidade da tela de TFT no painel, que mostra informações como velocidade, consumo e autonomia. Ela poderia ter uma resolução melhor e mais sofisticação. Outro item dispensável para alguns, mas importantes para outros está ausente: o ajuste de altura do cinto do carona. Os passageiros de baixa estatura (como eu, que tenho 1,63 metro) vão sentir o cinto roçar no pescoço durante a viagem.

[canal]OPINIÃO[/canal]
[linhafina]Com pacote opcional, a versão faz até baliza automaticamente, mas custa R$ 81.890[/linhafina]
[chapeu]ELA E OS CARROS[/chapeu]
[credito]Colunista do Carpress[/credito]
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