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Metamorfose: Versa passa de “bom custo-benefício” para carro-desejo

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Novo Nissan Versa: R$ 80 mil em um sedã de entrada, sim senhor

“R$ 80 mil em um sedã de entrada?”. Essa é uma pergunta inevitável toda vez que um novo sedã compacto é lançado. Foi assim com Onix Plus e HB20 S em 2019, e agora está sendo com a nova versão do Versa.

O preço que choca, na verdade, tem alguns motivos. Primeiro, a desvalorização do real. Mesmo que seja fabricado no Brasil, todo veículo tem peças importadas, o que aumenta o custo de produção – além do aço, que segue cotação global. Segundo, que os carros de entrada não são mais tão básicos assim. Confira minha análise e avalie se o Versa vale o quanto custa.

Com o visual completamente renovado que vem chamando a atenção desde o ano passado, o Versa 2021 deixou de ser um veículo que chamava atenção do consumidor apenas pelo custo-benefício. Agora tem seis airbags, chave presencial e partida por botão em todas as versões. A mais barata (Sense) custa R$ 74.490,  mas testei a intermediária Advance (R$ 85.190), que vem com central multimídia e alerta de esquecimento de objetos no banco traseiro (excelente para quem tem filhos pequenos, pets ou precisa levar mochilas e/ou bolsas). A top de linha (Exclusive) custa R$ 94.790 e tem itens de direção semiautônoma e câmera 360º.

O espaço interno continua sendo um de seus pontos fortes. É um dos melhores da categoria e cinco passageiros viajam com relativo conforto. O porta-malas cresceu e agora transporta 482 litros; uma pena que a Nissan tenha optado por um estepe temporário, mesmo com espaço para um pneu permanente. O que evoluiu muito foi o interior, que está muito parecido com o do Nissan Kicks, os encaixes são precisos e há apliques de couro ecológico nas áreas de contato das portas.

Como anda

Além de rodar na cidade, peguei a estrada com o Versa, de Salvador rumo a Mangue Seco, próximo à divisa da Bahia com Sergipe. Foram 600 quilômetros rodados no total. O conjunto-motriz é o mesmo da antiga geração, mas atende muito bem, principalmente se o foco for consumo.

O motor 1.6 rende com etanol 114 cv de potência e 15,5 kgfm de torque (força) e é associado a um câmbio CVT. É preciso ter suavidade ao acelerar para que os giros não subam demais, como é natural em todo câmbio CVT. Tomando esse cuidado, fizemos uma média de 13,4 km/l na cidade e 14,9 km/l na estrada com gasolina.  A direção elétrica também agrada: proporciona firmeza na estrada e leveza nas manobras de estacionamento, como o esperado.

Essa nova geração do Versa é importada do México, assim era a anterior, mas depois passou a ser produzida no Brasil. A antiga geração, por sinal, continua existindo com o nome de V-Drive.

Paula Gama é jornalista especializada no mercado automotivo há cinco anos, Nesse período já testou mais de cem modelos de veículos no Brasil e no exterior. É apaixonada por história e tem como hobby visitar museus que contam a trajetória automotiva pelo mundo.

[canal]OPINIÃO[/canal]
[linhafina]O Versa 2021 evoluiu, mas custa entre R$ 74 mil e R$ 95 mil; vale a pena?[/linhafina]
[chapeu]ELA E OS CARROS[/chapeu]
[credito]Colunista do Carpress[/credito]
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