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Fim de uma era: Civic Si sai de linha em todo o mundo

Fim de uma era: Civic Si sai de linha em todo o mundo
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Paula Gama ao lado do Civic Si de última geração importada para o Brasil

De certo a falta de insumos para a produção de automóveis causada pela pandemia mudou a estratégia da Honda com o Civic Si. A versão esportiva e cupê do sedã médio foi atualizada no ano passado, mas na última semana a montadora confirmou que ele não será mais vendido em todo mundo.

O último lote importado para o Brasil já foi comercializado e não há previsão de o modelo voltar ao mercado, mas continua sendo uma boa opção de esportivo para quem deseja comprar um usado.

Estava testando a versão 2021 do esportivo quando a decisão foi confirmada. O último valor do Si no Brasil foi de R$ 189 mil, mas um concessionário informou que se a importação fosse feita, com a alta do dólar e a falta de matéria-prima, o preço subiria para R$ 220 mil. A notícia é dura para os fãs do modelo, mas o sonho ainda pode ser alcançado no mercado de usados.

O que o Si tem

Vou chamá-lo somente pelo sobrenome Si porque é importante esquecer tudo o que você sabe sobre o sedã Civic para entender esse modelo. Para começar, o cupê esportivo possui apenas duas portas bem grandes e pesadas. O conforto de todos os passageiros não é o foco, e sim a performance.

O conjunto motriz é formado por um motor 1.5 turbo que entrega 208 cv de potência e 26,5 kgfm de torque a 2.100 rpm, capazes de levá-lo de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos. O câmbio é raiz manual de seis velocidades com engate bem justo. O resultado honra a promessa do esportivo.

Ao acelerar, os giros sobem rápido e preciso estar atento às mudanças de marcha. O ronco do motor invade a cabine com o novo Active Sound Control, ativado no modo Sport, que deixa o cupê ainda mais “nervoso”. As respostas ficam mais rápidas, a suspensão mais dura e a direção mais direta.

Fizemos um percurso no Centro Administrativo da Bahia (CAB), um circuito de rua que foi palco da Stock Car em Salvador durante alguns anos. Foi gostoso ver o desempenho do Si nas curvas, o carro é grudado no chão, instigando o condutor a acelerar mais e mais. Uma pena ter que ficar atenta ao velocímetro, já que extrapolar a velocidade no CAB só era permitido nos tempos de Stock.

Se o desempenho do Si merece muitos elogios, a central multimídia poderia ser melhor. Há opções mais intuitivas, modernas e rápidas no mercado. Outra solução encontrada pela Honda não agrada: o “alerta” de ponto cego. Diferente das outras marcas, que utilizam luzes nos retrovisores para avisar que há um veículo no ponto cego, a Honda inovou e colocou uma câmera no retrovisor direito para mostrar o trânsito lá fora.

Mas há muitos problemas: primeiro, só funciona para um lado; segundo, não há nenhum alerta, o motorista tem que procurar veículos em um possível ponto cego e, terceiro, toda vez que você dá seta a tela da central sai de onde está para exibir a imagem da câmera, o que atrapalha muito a utilização do Waze, por exemplo. 

Conectividade à parte, o Si é um carro que fará falta, assim como o Volkswagen Golf GTI, que também saiu de linha no Brasil há algum tempo. O ícone da Honda é capaz de arrancar muitos sorrisos dos amantes de esportivos, e segue sendo uma boa opção no mercado de usados.

Paula Gama é jornalista especializada no mercado automotivo há cinco anos, Nesse período já testou mais de cem modelos de veículos no Brasil e no exterior. É apaixonada por história e tem como hobby visitar museus que contam a trajetória automotiva pelo mundo.

[canal]OPINIÃO[/canal]
[linhafina]Os fãs do modelo terão que partir para o mercado de usados para ter seus 208 cv na garagem[/linhafina]
[chapeu]ELA E OS CARROS[/chapeu]
[credito]Colunista do Carpress[/credito]
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