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CAOA Chery Tiggo 7 prova que carro chinês xing ling é coisa do passado

CAOA Chery Tiggo 7 prova que carro chinês xing ling é coisa do passado
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O termo “xing ling” é usado informalmente no Brasil para caracterizar de maneira pejorativa alguma falsificação ou produto oriental, geralmente chinês, de baixa qualidade. Dois meses depois de apresentar o Tiggo 5x, a CAOA Chery lança no mercado brasileiro o SUV médio Tiggo 7, apostando em tecnologia e qualidade construtiva dignas das marcas mais tradicionais para tentar convencer o consumidor que pode ter chegado o momento de investir com segurança em um carro que não seja das consagradas fabricantes coreanas, europeias, japonesas ou norte-americanas.






























Montado em Anápolis (GO) em regime CKD, o modelo chega às concessionárias nas próximas semanas para competir na categoria atualmente dominada pelo Jeep Compass (parte de R$ 114 mil). Os preços começam em R$ 106.990 na versão de entrada T e chegam a R$ 116.990 na configuração topo de linha TXS. A marca pretende vender entre 400 e 500 unidades do Tiggo 7 por mês, apostando na conhecida receita dos chineses: oferecer um bom pacote de equipamentos por preços competitivos (veja abaixo).

Assim como o irmão menor Tiggo 5x, o Tiggo 7 é feito na fábrica de onde também sairá o Tiggo 8, SUV grande de sete lugares confirmado para estrear ainda este ano. No local ainda são produzidos os Hyundai ix35, New Tucson e o caminhões HR e HD.

– Tiggo 7 T (R$ 106.990): faróis com LED diurno e acendimento automático; espelhos externos com rebatimento elétrico; faróis de neblina com iluminação de curvas; rodas de liga leve de 17 polegadas; banco do motorista com regulagem de altura; vidros elétricos com função “um toque”; chave presencial com botão de partida no console central; ar-condicionado digital com saída traseira; freio de estacionamento eletrônico com função Auto Hold; airbags frontais; controles de estabilidade e tração; assistência de partida em rampas; Isofix para ancoragem de cadeirinhas infantis no banco traseiro; sensor de chuva; câmera de ré; computador de bordo com tela de 4,8”; sensor de pressão e temperatura dos pneus; central multimídia com tela de 9”, compatibilidade com os sistemas Android Auto e Apple CarPlay e quatro portas USB.

– Tiggo 7 TXS (R$ 116.990): adiciona teto solar panorâmico elétrico; rodas aro 18”, luzes de cortesia nos espelhos retrovisores, iluminação ambiente, bancos revestidos de couro; banco do motorista com regulagem elétrica; descansa braço traseiro; bancos dianteiros com aquecimento; ar-condicionado de duas zonas; câmera com visão em 360º e airbags laterais e de cortina.

A única motorização disponível é a 1.5 turbo flex, compartilhada com o Tiggo 5x e o sedã Arrizo 5. O motor de quatro cilindros com bloco de alumínio e comando variável nas válvulas de admissão rende 147 cv de potência com gasolina ou 150 cv com etanol e 21,4 kgfm de torque entre 1.750 e 4.000 rpm com qualquer um dos combustíveis. A transmissão automatizada de dupla embreagem e seis velocidades é fornecida pela Getrag, mesma fabricante da caixa PowerShift usada em alguns modelos da Ford.

A marca não informou os dados de desempenho do SUV, mas o Programa de Etiquetagem Veicular do Inmetro diz que o Tiggo 7 obteve médias de consumo de 6,6 km/l na cidade e 7,6 km/l na estrada rodando com etanol. Abastecido com gasolina, os números são de 9,7 km/l em percurso urbano e 10,9 km/l em trecho rodoviário.

Os números do conjunto mecânico podem não impressionar, mas o SUV deixou boa impressão no teste-drive de cerca de 170 quilômetros saindo de São Paulo rumo ao interior do estado. Como esperado, o Tiggo 7 não tem aspirações esportivas, priorizando uma condução mais voltada ao conforto. Os 21,4 kgfm de torque disponíveis abaixo das 2.000 rotações por minuto proporcionaram fôlego suficiente para o SUV de 1.432 kg fazer ultrapassagens seguras e manter velocidades de cruzeiro sem muito esforço, mesmo com quatro adultos a bordo e o ar-condicionado ligado durante todo o percurso. No painel há um botão que seleciona os modos de condução Eco (econômico) e Sport (esportivo), alterando sutilmente o comportamento do carro. O consumo de etanol informado pelo computador de bordo no trecho misto entre cidade e estrada foi de 7,5 km/l.

O câmbio de dupla embreagem também colaborou nessa tocada tranquila do Tiggo 7, funcionando com suavidade e agilidade nas trocas de marcha. Usando o modo manual para reduções na alavanca, a transmissão aproveita toda a força do motor até 4.000 rpm para deixar o SUV mais esperto nas retomadas e ultrapassagens.

Ainda falando da dinâmica do Tiggo 7, o acerto das suspensões mostra que a CAOA Chery se preocupou, de fato, em atender às exigências do consumidor brasileiro. O SUV tem rodar firme, transmitindo segurança em velocidades de estrada e mudanças de direção mais decididas, porém, sem comprometer o conforto dos ocupantes. Mesmo calçado com rodas de 18 polegadas, ele suporta bem as imperfeições do asfalto sem provocar solavancos ou as características batidas secas de fim de curso de componentes.

No entanto, o que mais impressiona no Tiggo 7 é o nível de acabamento e qualidade de construção. O painel e as portas dianteiras são revestidos por uma combinação de material macio ao toque e uma faixa de couro costurado à mão. No console central, um aplique imitando alumínio escovado confere um ar sofisticado, assim como a tela de 9 polegadas da central multimídia que abriga os comandos táteis do ar-condicionado e, graças às câmeras de visão em 360º, mostra todos os ângulos ao redor do carro em manobras ou quando algum veículo se aproxima no trânsito.

O quadro de instrumentos destoa um pouco do capricho da cabine, mas a tela do computador de bordo compensa essa simplicidade com gráficos coloridos com informações sobre aceleração, consumo do carro e até mesmo um velocímetro digital. A falta de ajuste de profundidade do volante e altura do assento do passageiro (pessoas com mais de 1,80 m ficam com a cabeça muito próxima do teto) são as poucas ressalvas notadas nesse breve contato com o Tiggo 7.

O espaço interno é bom para cinco adultos, sendo que os ocupantes que viajam atrás contam com saídas do ar-condicionado e duas portas USB para conectar smartphones. O porta-malas acomoda 414 litros de bagagem, o que não é nada excepcional, mas pode chegar a 1.100 litros de capacidade com o banco traseiro rebatido.

Vale destacar também o bom revestimento acústico do SUV, responsável por isolar a cabine de praticamente todos os sons externos durante o teste-drive. Com exceção do barulho do motor em alguns momentos, quase não se ouviu ruídos de vento ou da rolagem dos pneus sobre o asfalto.

Embora seja montado no Brasil, o CAOA Chery Tiggo 7 é a prova da evolução pela qual os carros chineses vêm passando nos últimos anos. A garantia de fábrica é de três anos ou 100 mil quilômetros (o que ocorrer primeiro), sendo que motor e câmbio são garantidos por mais dois anos ou a mesma quilometragem.

Para tentar convencer o consumidor brasileiro a apostar em sua nova marca, a CAOA Chery está investindo na ampliação da rede de atuais 65 concessionárias para 111 lojas em todo país até o fim do ano. Para otimizar o atendimento pós-venda, a empresa transferiu o centro de distribuição de peças da fábrica de Jacareí (SP) para Barueri, na Grande São Paulo. A marca explica que a rede tem até 36 horas para receber componentes, somando os tempos de pedido e envio até a concessionária em qualquer lugar do Brasil. Em situações emergenciais e de recall, o prazo cai para até 24 horas.

Teste-drive a convite da CAOA Chery
Fotos: Divulgação

Ficha técnica
 
Carroceria Monobloco em aço, cinco portas, cinco lugares
Motor Dianteiro, transversal, injeção multiponto, turbocompressor, duplo comando de válvulas variável na admissão, a gasolina e/ou etanol
Número de cilindros 4 em linha
Número de válvulas 16
Taxa de compressão 9,5:1
Cilindrada 1.496 cm³
Potência (gasolina/etanol) 147/150 cv a 5.500 rpm
Torque 21,4 kgfm entre 1.500 e 4.000 rpm
Transmissão Automatizado de dupla embreagem de seis marchas
Tração Dianteira
Direção Elétrica
Suspensão dianteira Independente McPherson
Suspensão traseira Independente multilink
Freios dianteiros Discos ventilados com ABS e EBD
Freios traseiros Discos sólidos com ABS e EBD
Pneus e rodas 225/60 R18, liga leve 18″
Altura 1,67 m
Comprimento 4,50 m
Largura 1,83 m (sem espelhos)
Entre-eixos 2,67 m
Vão livre do solo 16 cm
Volume do porta-malas 414 litros
Volume do tanque de combustível 57 litros
Peso em ordem de marcha 1.432 kg


Créditos: CarSale

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