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Avaliamos a versão mais vendida do Fiat Cronos

Avaliamos a versão mais vendida do Fiat Cronos
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A versão Drive do Fiat Cronos

Lançado em 2018, na mesma leva dos sedãs compactos Toyota Yaris e Volkswagen Virtus, o Cronos chegou ao mercado para, junto com hatch Argo, fazer a Fiat voltar ao topo das vendas de carros no país. A missão ousada não foi concluída com sucesso, mas, ainda assim, o modelo tem muitos predicados. Avaliamos a versão Drive 1.3 com câmbio manual, a opção que corresponde a 60% das vendas.

Por R$ 65.790,00, a versão Drive oferece motor 1.3 com potência máxima de 109 cv a 6.250 rpm e torque de 14,2 kgfm a 3.500 rpm. Ele pode ser associado a um câmbio manual (como na versão avaliada) ou automatizado, e essa é a grande falha da linha Cronos/Argo. O câmbio automatizado de uma embreagem é uma solução ruim, já foi abandonado pela maioria das fabricantes, e deve ser suprimido pela Fiat na linha 2021. Com desempenho aquém do esperado, faz com que o consumidor que busca um carro de entrada sem o pedal da embreagem procure outra marca. Já que a caixa automática só está disponível nas versões com motor 1.8 litro, que partem de R$ 73.990,00.


Por outro lado, o Cronos tem muitos acertos. O motor 1.3 é eficiente no trânsito urbano e dá segurança em ultrapassagens, e trabalha bem em conjunto com o câmbio manual de ótimos encaixes. O consumo também agrada: fizemos 12,5 km/l na cidade e 16 km/l em rodovias com gasolina. Outro ponto alto é a direção elétrica precisa: bem suave em baixas velocidades e firme em alta.


Um dos destaques de toda a linha Cronos é o espaço interno, importante para famílias maiores ou motoristas de aplicativo, por exemplo. Há espaço confortável para os cinco passageiros e tomada USB para quem viaja atrás. O porta-malas é bem generoso: são 525 litros, mas a “boca”, ou o acesso, poderia ser maior. Pode ser difícil encaixar objetos maiores, ainda que haja espaço de sobra lá dentro – por isso os SUVs estão ganhando espaço. O acabamento também é agradável em relação aos concorrentes, a textura do plástico dá um ar de nobreza para carros dessa categoria, os encaixes também são bem-feitos e não há sobras, mérito da fábrica de Córdoba, norte da Argentina. Os bancos, no entanto, têm um tecido bem simplório.


A lista de equipamentos é simples. Tem ar-condicionado, central multimídia, sensor de estacionamento traseiro, sistema de monitoramento de pressão dos pneus, entre outros. Mas para ter itens praticamente essenciais para o consumidor, como câmara de ré e vidros elétricos traseiros, é preciso pagar mais R$ 3.290. Nesse pacote também está incluso ar-condicionado automático digital. Adicionando a pintura metálica, o carro já salta para R$ 70.870,00.

 

Mercado

 

A linha 2021 do irmão Argo já foi atualizada, perdeu o câmbio automatizado e ganhou uma logo da Fiat enorme na grade frontal. Se a atualização do Cronos, que virá em seguida, for na mesma pegada, vale a pena aproveitar as promoções antes da mudança.


Se estiver interessado em um sedã compacto, além do Cronos, vale dar uma conferida em Chevrolet Onix Plus – líder do segmento-, Hyundai HB20 S – que tem 5 anos de garantia- ou aguardar a nova geração do Nissan Versa que chega às lojas em novembro.

[canal]OPINIÃO[/canal]
[linhafina]A Drive com motor 1.3 e câmbio manual é a preferida dos consumidores[/linhafina]
[chapeu]ELA E OS CARROS[/chapeu]
[credito]Colunista do Carpress[/credito]
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